
06.04.2009 - 16h44 Lusa
A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Brasil, vão cooperar na investigação e formação para a Educação Sexual, encarada de forma distinta nos dois países.Trata-se do primeiro projecto entre as duas instituições, a realizar ao abrigo de um acordo anunciado hoje entre a Unesp e o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), que integra seis estabelecimentos de ensino.A realização de projectos e publicações científicas conjuntas, o intercâmbio de docentes e alunos e a realização de um congresso bianual na área da educação sexual (o primeiro em 2010, em Coimbra, e o segundo em 2012, na Unesp) são algumas das acções previstas.Enquanto em Portugal se discute a introdução da Educação Sexual nas escolas no âmbito da educação e prevenção para a saúde, no Brasil as acções desenvolvidas surgem em resposta a casos específicos de violência contra mulheres e homossexuais, consideraram, dois especialistas da ESEC e da Unesp.(...)"Estamos com um atraso muito grande a este nível, a privar, por falta de vontade política, as crianças e jovens de um direito que lhes é consagrado", considerou Filomena Teixeira, docente da ESEC, que participou num parecer sobre o projecto socialista, no âmbito da Federação Nacional de Professores (Fenprof).Filomena Teixeira afirma que a Educação Sexual "continua a ser um assunto que não é do agrado de todos" e defende que a matéria devia ser dada a partir do primeiro ano do 1º ciclo, em áreas não disciplinares, mas também abordada de forma transversal. Além da Educação, o IPC e a UNESP pretendem cooperar em outras áreas, sendo a Tecnologia uma das prioritárias.
A Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Brasil, vão cooperar na investigação e formação para a Educação Sexual, encarada de forma distinta nos dois países.Trata-se do primeiro projecto entre as duas instituições, a realizar ao abrigo de um acordo anunciado hoje entre a Unesp e o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), que integra seis estabelecimentos de ensino.A realização de projectos e publicações científicas conjuntas, o intercâmbio de docentes e alunos e a realização de um congresso bianual na área da educação sexual (o primeiro em 2010, em Coimbra, e o segundo em 2012, na Unesp) são algumas das acções previstas.Enquanto em Portugal se discute a introdução da Educação Sexual nas escolas no âmbito da educação e prevenção para a saúde, no Brasil as acções desenvolvidas surgem em resposta a casos específicos de violência contra mulheres e homossexuais, consideraram, dois especialistas da ESEC e da Unesp.(...)"Estamos com um atraso muito grande a este nível, a privar, por falta de vontade política, as crianças e jovens de um direito que lhes é consagrado", considerou Filomena Teixeira, docente da ESEC, que participou num parecer sobre o projecto socialista, no âmbito da Federação Nacional de Professores (Fenprof).Filomena Teixeira afirma que a Educação Sexual "continua a ser um assunto que não é do agrado de todos" e defende que a matéria devia ser dada a partir do primeiro ano do 1º ciclo, em áreas não disciplinares, mas também abordada de forma transversal. Além da Educação, o IPC e a UNESP pretendem cooperar em outras áreas, sendo a Tecnologia uma das prioritárias.
E enquanto isto, temos a Igreja a excomungar médicos e pais pelo aborto de uma criança violada pelo padrasto, temos pais a ignorar as perguntas dos filhos sobre sexualidade, adolescentes a negar a sua própria sexualidade ou orientação sexual, temos o governo a anunciar números reduzidos de jovens que recorreram ao aborto legalizado e a oposição a negar estes números.
Enquanto isto crianças são atraídas na Internet por predadores sexuais, são incentivadas á violência e agressão através de Jogos, videoclips e desenhos animados demasiado violentos, são confrontadas no telejornal por visões de homens que fazem das filhas reféns durante anos sem compreenderem o porquê de tanto alarido.
Por muito que um pai se esforce para educar uma criança, ele não a pode escudar do mundo real. O máximo que pode fazer é dar uma educação sólida e rica e esperar que a sua cria use o seu bom senso e a educação na altura em que enfrentar o mundo sozinha.
Se continuarmos a aguardar o ensino da educação sexual nas escolas vamos continuar a ter crianças ignorantes que se transformam em adolescentes inconscientes e mais tarde em adultos com “bagagem” extra.
Tal como ensinamos as primeiras palavras e os primeiros passos, temos de vencer as nossas próprias inibições e ensinar também os temas que nos possam deixar desconfortáveis mas que no futuro nos farão sentir muito mais confiantes nos nosso descendentes e nas suas acções face ao mundo real.
Cabe aos pais preparar o melhor possível os seus filhos para o futuro, não apenas a nível profissional mas acima de tudo a nível pessoal. Há coisas que não se aprendem na escola e há coisas que se não ensinarmos ás crianças, elas vão tentar aprender sozinhas, através de fontes precáriamente informadas - os amigos- ou fontes de conteúdo duvidoso e sem filtragem – a Internet.
Não existem pais perfeitos, existem apenas uns mais informados do que outros.
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