quarta-feira, 22 de abril de 2009

Desculpa, mas não posso pensar por ti!


Quantas vezes nos vimos presos numa situação em que nos pedem para fazer algo, que para nós é perfeitamente praticável, mas que achamos que não devemos fazer? A resposta é, demasiadas.
E quantas vezes acabamos por ceder a estes pedidos? Sempre.
É sempre complicado dizer que não a amigos, filhos e companheiros mas a realidade é que não podemos estar sempre a pensar e fazer algo por eles. Esta não é a forma correcta de amar, ajudar ou educar.
As acusações vão acumular-se, sim. Os amigos vão dizer que somos péssimos por não os ajudar-mos devidamente, os filhos vão dizer que somos pais ausentes e não os apoiamos, terceiros vão dizer que somos demasiado exigentes.
Todas estas acusações vão esmorecer no futuro, ou assim espero, quando um dia estes indivíduos tiverem de agir sozinhos, de tomar decisões. Caso toda a vida tenham recebido tudo de bandeja, vão certamente falhar. Se pelo contrário sempre foram estimulados a resolver as situações por si, não terão qualquer problema.
Agora, quanto a nós, temos de tomar uma decisão. Vamos ser os amigos “ideais”, os pais “perfeitos” ou vamos ajudar da melhor forma possível? Vamos ser cúmplices da preguiça e da inércia ou vamos estimular e dar aos nossos entres queridos a matéria prima necessária para formarem a sua própria opinião e seguirem o seu próprio caminho.
Sinceramente prefiro ser catalogada de “má mãe e péssima amiga” se isso se reflectir na formação e/ou crescimento pessoal de um ser auto suficiente e vencedor. Mas acredito também que um bom amigo, nunca duvidará do nosso apoio e um filho nunca sentirá a nossa ausência apenas por não fazer-mos os trabalhos de casa, por ele.

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