segunda-feira, 16 de março de 2009

A perguiça, o consumismo e o custo extra...

Nos tempos que correm vivemos em plena “crisemania”, mesmo aqueles previligiados que ainda não a sentem na pele estão obcecados com o contexto económico mundial. São elaboradas pesquisas de mercado , listas detalhadas de compras . Seguem-se todos os conselhos de economistas ou outros personagens que ninguém sabe quem são mas que são convidados pelas Tv nacionais para dar conselhos aos seus telespectadores sobre as técnicas mais básicas de poupar dinheiro.
Incrível como vivemos numa sociedade de tal forma consumista que precisamos de um qualquer personagem com um curso superior em economia ou gestão para nos dizer como reger os nossos salários. O mais incoerente é aconselharem as pessoas a manterem intactas as suas poupanças quando ninguém as tem nos tempos que correm, pelo menos denominada classe média baixa, aquela que mais sofre com esta conjuntura e quem se dirigem maioritariamente os conselhos destes grandes especialistas.
Mas por muitos conselhos e avisos há pequenas coisas que continuam por verificar , muitas das quais não deve ser permitida a menção devido ás leis da concorrência, mas que qualquer ser humano em amena deambulação pelo mundo pode verificar.
Podemos poupar energia, com a rentabilização dos nossos electrodomésticos e recursos naturais como a água e o gás através de um pouco de cuidado e atenção na sua utilização, mas se rentabilizar-mos também o nosso tempo e vontade podemos poupar algumas centenas de Euros ao fim do ano.
Muitas pessoas vão actualmente ao supermercado e optam pelas marcas brancas de forma a poupar dinheiro, o que já é um passo em frente para a poupança mas se verificar-mos mais de perto vimos que o gato e o cão da família continuam a comer a sua ração de marca e preço exorbitante. O filho do dono recém nascido consome sucedâneos de leite marca da casa, mas o bichano continua a consumir marca, porque coitadinho dele só gosta desta, ás outras enjoa facilmente....mas isto dava tema para outra longa conversa.
O que realmente custa muito dinheiro ao português é a sua preguiça.
Já pararam para observar quantos produtos foram inventados para “ poupar tempo e dar qualidade de vida” a todos os que deles usufruem e que são completamente absurdos. Aos molhos típicos já pré-cozinhados já estávamos habituados e até tem os seus benefícios, mas alhos e cebolas picados e embalados, batatas / castanhas descascadas e cortadas , maçãs descaroçadas e fatiadas, hamburguers e cachorros já feitos e embalados prontos a consumir....coisas que se fazem em 10/15 minutos e não são de difícil confecção e que por pura preguiça nos levam das carteiras o triplo do valor que certamente daríamos pelo triplo da quantidade do mesmo produto na sua forma original.
Os defensores destes produtos dirão que são práticos e são a escolha de pessoas que não têm tempo para adquirir produtos frescos ou para cozinhar e chegam tarde a casa e que se queixam de falta de tempo com os seus filhos ou cônjuges, mas se todos os estudos indicam que a vida familiar se centra na cozinha e é onde a família passa mais tempo junta, então essa teoria não tem lógica.
Outro ponto a observar nestes produtos é a sua conservação provocada de forma artificial que em nada contribui para a qualidade dos mesmos. No fundo estamos a apostar naquilo que nos parece mais prático mas o valor que pagamos por essa facilidade é muito alto, estamos a abdicar do nosso bem estar, da nossa qualidade de vida, do tempo de qualidade que poderíamos estar a partilhar em família e muitas vezes esta preguiça torna-se ainda na assassina de tradições gastronómicas que cedem á pressão da globalização e industrialização.
Corre por ai um anúncio que diz “ pela sua saúde mexa-se” pois vamos utilizar esse mesmo mote neste caso...pelo seu bem estar abdique da perguiça...mexa-se...não só vai verificar alterações ao nível da sua saúde e bem estar social e familiar , como também verá uma diferença substancial na sua carteira.
E para quem interessar, a preguiça é um dos sete pecados mortais, por isso...

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