
Série documental "Grandes Livros" arranca hoje na RTP2
27.03.2009 - 12h30 Joana Amaral Cardoso
É com "Os Maias", o clássico de Eça de Queiroz, incontornável para os estudantes e para a literatura portuguesa, que arranca hoje a série documental Grandes Livros. Cada um dos doze episódios da série centra-se num romance de autores clássicos portugueses, seleccionados tanto pelo seu apelo transversal quanto pelo paralelismo em relação aos programas escolares. E pelo seu potencial audiovisual que contêm.Luís Rebelo, director-geral da produtora Companhia das Ideias, explica que a abordagem a um livro por episódio "nunca se tinha feito e era claramente um desafio". As obras (uma única por autor) são "'mainstream' (é a melhor maneira de chegar junto do grande público) e aquelas que têm mais hipóteses de ser televisionadas", explicou ao P2. A produtora anuncia inovação no cruzamento da "História com a estória do livro", diz Luís Rebelo. A ideia é criar "narrativas elípticas" em que várias histórias se entrecruzem, unidas pelos guiões de Alexandre Borges. Os recursos base são imagens de arquivo, vídeo e fotográfico, muitas entrevistas (hoje há Isabel Pires de Lima, Inês Pedrosa e Francisco José Viegas) e recriações sobre o autor (e não sobre a obra), além da narração de Diogo Infante. E "há muitas histórias que se contam a reboque destes livros em cada episódio", acrescenta Paula Moura Pinheiro, sub-directora de programas da RTP2. Sobre Portugal e sua cultura. "Grandes Livros" surge na RTP2 por este querer ser "o canal que propõe aos portugueses um reencontro, com qualidade, com a produção televisiva que lhes fale das suas raízes culturais e das suas obras", diz Jorge Wemans, director de programas, que quer também fomentar o gosto por ler". A série versará sobre "O Delfim" (José Cardoso Pires), "Os Lusíadas" (Camões), "Amor de Perdição" (Camilo Castelo Branco), "Peregrinação" (Fernão Mendes Pinto) ou "Sermão de Santo António aos Peixes", entre outros. A vida de Grandes Livros continuará para além da TV. A RTP2 quer editá-la em DVD e imagina-a nas escolas e leitorados portugueses do mundo. E estima que ela pode ter "expressão nas redes sociais" na Internet, mas Jorge Wemans referiu apenas que, após a sua exibição e passagem a DVD, poderá estar em "streaming" nos sites da RTP. A RTP2 financia integralmente "Grandes Livros" e Wemans disse apenas que se tratou de um investimento significativo. Cada programa é antecedido, à quinta-feira, por tertúlias no El Corte Inglés, a única entidade entre as contactadas pela produtora (públicas e privadas) que acedeu colaborar ou patrocinar a série.
Palavras para quê? Estou emocionada. Finalmente um pouco de cultura na grelha de programações da TV nacional.
Só é pena que o zapping da maior parte da população salte do canal 1 para o canal 3 , sem passar pela casa de cultura e sem ganhar uns gramas de conhecimento.
Acima de tudo o que me emociona é o facto de ser um programa dedicado inteiramente á literatura portuguesa, por momentos pensei que esta programação se referi-se á reposição de série ( de origem britânica) já existente e que relata as grandes obras da literatura mundial.
Vamos aguardar que as audiências sejam boas e façam muito mais que 12 episódios. Sonhar não faz mal, pois não?
27.03.2009 - 12h30 Joana Amaral Cardoso
É com "Os Maias", o clássico de Eça de Queiroz, incontornável para os estudantes e para a literatura portuguesa, que arranca hoje a série documental Grandes Livros. Cada um dos doze episódios da série centra-se num romance de autores clássicos portugueses, seleccionados tanto pelo seu apelo transversal quanto pelo paralelismo em relação aos programas escolares. E pelo seu potencial audiovisual que contêm.Luís Rebelo, director-geral da produtora Companhia das Ideias, explica que a abordagem a um livro por episódio "nunca se tinha feito e era claramente um desafio". As obras (uma única por autor) são "'mainstream' (é a melhor maneira de chegar junto do grande público) e aquelas que têm mais hipóteses de ser televisionadas", explicou ao P2. A produtora anuncia inovação no cruzamento da "História com a estória do livro", diz Luís Rebelo. A ideia é criar "narrativas elípticas" em que várias histórias se entrecruzem, unidas pelos guiões de Alexandre Borges. Os recursos base são imagens de arquivo, vídeo e fotográfico, muitas entrevistas (hoje há Isabel Pires de Lima, Inês Pedrosa e Francisco José Viegas) e recriações sobre o autor (e não sobre a obra), além da narração de Diogo Infante. E "há muitas histórias que se contam a reboque destes livros em cada episódio", acrescenta Paula Moura Pinheiro, sub-directora de programas da RTP2. Sobre Portugal e sua cultura. "Grandes Livros" surge na RTP2 por este querer ser "o canal que propõe aos portugueses um reencontro, com qualidade, com a produção televisiva que lhes fale das suas raízes culturais e das suas obras", diz Jorge Wemans, director de programas, que quer também fomentar o gosto por ler". A série versará sobre "O Delfim" (José Cardoso Pires), "Os Lusíadas" (Camões), "Amor de Perdição" (Camilo Castelo Branco), "Peregrinação" (Fernão Mendes Pinto) ou "Sermão de Santo António aos Peixes", entre outros. A vida de Grandes Livros continuará para além da TV. A RTP2 quer editá-la em DVD e imagina-a nas escolas e leitorados portugueses do mundo. E estima que ela pode ter "expressão nas redes sociais" na Internet, mas Jorge Wemans referiu apenas que, após a sua exibição e passagem a DVD, poderá estar em "streaming" nos sites da RTP. A RTP2 financia integralmente "Grandes Livros" e Wemans disse apenas que se tratou de um investimento significativo. Cada programa é antecedido, à quinta-feira, por tertúlias no El Corte Inglés, a única entidade entre as contactadas pela produtora (públicas e privadas) que acedeu colaborar ou patrocinar a série.
Palavras para quê? Estou emocionada. Finalmente um pouco de cultura na grelha de programações da TV nacional.
Só é pena que o zapping da maior parte da população salte do canal 1 para o canal 3 , sem passar pela casa de cultura e sem ganhar uns gramas de conhecimento.
Acima de tudo o que me emociona é o facto de ser um programa dedicado inteiramente á literatura portuguesa, por momentos pensei que esta programação se referi-se á reposição de série ( de origem britânica) já existente e que relata as grandes obras da literatura mundial.
Vamos aguardar que as audiências sejam boas e façam muito mais que 12 episódios. Sonhar não faz mal, pois não?
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