Nos últimos anos verificou-se uma rápida evolução desta prática amadora. Imbuídos do espírito pós - 25 de Abril de 1974 e motivados pela maximização de programas de debate interactivos , com acessos via e-mail, SMS e/ou linhas telefónicas disponíveis ao mais comum dos mortais, o povo português entrega-se agora de alma e coração ao seu passatempo favorito...O comentário.
Quantas vezes em plena acção de Zapping nos detemos num ou outro canal para observar apenas o apresentador e o convidado a olhar para o vazio, enquanto se ouve uma voz metalizada do participante que via telefónica exprime assim a sua opinião?
Por um lado é fantástico saber que existem pessoas que são eloquentes, informadas e cuja opinião válida dá prazer ouvir, comentar ou apenas anuir silenciosamente . Em contrapartida, existem aqueles comentários que realmente não interessam a ninguém ou que nem mesmo constituem uma opinião.
Muitas vezes a ânsia de fazer um breve comentário aniquila a lógica e tolda por completo o objecto em discussão. O tema em debate perde-se e o comentador amador entra em linha apenas para gritar impropérios ou criticar a opinião do anterior interveniente.
A ansiedade por exprimir seja o que for, a necessidade de atenção por parte de terceiros arruína assim a tentativa cavalheiresca dos canais televisivos divulgarem a opinião da massa que faz funcionar o pais. O abuso constante destes meios ( principalmente quando o tema é futebol) torna algo que podia ser benéfico para a evolução cultural de um povo numa típica “ lavagem de roupa suja” em horário nobre....ou cada vez menos nobre mediante as participações.
Não quero dizer com isto que deve acabar com esta prática, vivemos num mundo de liberdade de expressão e a era do lápis azul já nem sequer é do meu tempo de vida, no entanto se temos um povo onde não abunda o bom senso, então o melhor mesmo é fazer uma triagem daqueles que entram no ar. O que não convém é transformar um programa de debate num circo de vaidades e não só.
Quantas vezes em plena acção de Zapping nos detemos num ou outro canal para observar apenas o apresentador e o convidado a olhar para o vazio, enquanto se ouve uma voz metalizada do participante que via telefónica exprime assim a sua opinião?
Por um lado é fantástico saber que existem pessoas que são eloquentes, informadas e cuja opinião válida dá prazer ouvir, comentar ou apenas anuir silenciosamente . Em contrapartida, existem aqueles comentários que realmente não interessam a ninguém ou que nem mesmo constituem uma opinião.
Muitas vezes a ânsia de fazer um breve comentário aniquila a lógica e tolda por completo o objecto em discussão. O tema em debate perde-se e o comentador amador entra em linha apenas para gritar impropérios ou criticar a opinião do anterior interveniente.
A ansiedade por exprimir seja o que for, a necessidade de atenção por parte de terceiros arruína assim a tentativa cavalheiresca dos canais televisivos divulgarem a opinião da massa que faz funcionar o pais. O abuso constante destes meios ( principalmente quando o tema é futebol) torna algo que podia ser benéfico para a evolução cultural de um povo numa típica “ lavagem de roupa suja” em horário nobre....ou cada vez menos nobre mediante as participações.
Não quero dizer com isto que deve acabar com esta prática, vivemos num mundo de liberdade de expressão e a era do lápis azul já nem sequer é do meu tempo de vida, no entanto se temos um povo onde não abunda o bom senso, então o melhor mesmo é fazer uma triagem daqueles que entram no ar. O que não convém é transformar um programa de debate num circo de vaidades e não só.
Sem comentários:
Enviar um comentário