segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Incoerências dos EUA


Ano de 2008. Sétimo aniversário do 11 de Setembro. Mais um ano físico se passou e com ele mais um ano de aprendizagem, evolução e conquistas da civilização. Mas há algo que será sempre uma constante, algo com que poderemos sempre contar... O cinismo americano, o antagonismo de valores, as incoerências das suas acções.
Desde sempre convivemos com os EUA, sempre foram um dos personagens principais história mundial, uma personagem aliás omnipresente que se auto intitulou a “policia do mundo” e tem como missão na Terra salvar o mundo de todos o vilões que possam aparecer.
Mas quem define o que está certo ou errado? Os próprios EUA? Com que bases?! Com que direitos?! Com que coerência?!
Como pode uma nação com meia dúzia de anos, apelar a valores mundiais, intervir em crises religiosas, definir fronteiras ou mesmo liderar a distribuição de bens essenciais pelos países ditos de 3º mundo.
Uma nação criada por párias, fugitivos e “pecadores” fugidos da velha Inglaterra pretende ser um exemplo de dignidade, pureza e integridade, mas por muito que se tente disfarçar o passado com grandes feitos e conquistas, este vem sempre á tona e com ele traz tudo aquilo de que nos envergonhámos e sempre lutámos para esconder da remanescente sociedade.
Um pais que foi construído e desbravado por prostitutas, ladrões, fugitivos religiosos e filhos ilegítimos de grandes senhores da sociedade inglesa, tornou-se o supra sumo da evolução tecnológica, da liberdade de expressão, da liberdade ideológica, religiosa e cultural e da tolerância . Nasceu a terra da oportunidade. O american away of life.
Mas qual foi o preço a pagar. Já terá sido totalmente liquidado? E será que é ou alguma vez foi mesmo assim?? Parece-me que não.
A liberdade de expressão foi de tal forma afogada pelo sensacionalismo que até mesmo os “directos” e os “comentários” dos telejornais são previamente elaborados por acessores de imprensa, exímios especialistas na manipulação de massas.
Quanto ás liberdades conotadas com diferença de géneros ou etnias essas são toleradas dentro dos bairros dessas mesmas raças. Estranho... noutra fase da história e do outro lado do Atlântico chamaram a isto guetos que mais tarde evoluíram para campos de concentração e mais tarde deu naquilo que se sabe.
O mais estranho é que também na história americana ( na mesma linha temporal) existiram campos de concentração. Estes supostamente eram dedicados aos descendentes de nipónicos que “poderiam ser perseguidos no seu próprio pais ( EUA) devido á intervenção na 2ª Grande Guerra” e para sua “protecção” foram viver para campos no meio do deserto, em barracões partilhados por ¾ famílias, sem liberdade para sair sem vigilância e tendo sido obrigados a trabalhar em campos e minas, tendo sido obrigados a abandonar (a favor do estado) tudo o que haviam conquistado durante gerações de esforço e luta pelo sonho americano.
Tão grande é a liberdade e a abertura de espírito dos norte-americanos que ainda hoje não houve qualquer presidente que não fosse de raça branca e do género masculino.
São um povo fantástico na medida em que não vêm para além do seu umbigo, são absoluta e totalmente influênciaveis pelos média, tem um elevado nível de analfabetismo e iliteracia. Como se explica que uma apresentadora de TV – Oprah – tenha mais influência do que os próprios políticos. Se Oprah diz salta, o americano salta, se diz para ler o livro X ou ver o filme Y o americano vê, se o americano está gordo e ela manda fazer dieta este pergunta quantos quilos deve perder.
Será que o Bush vê a Oprah? Não seria nada má ideia, talvez aprende-se qualquer coisa, como por exemplo começar a perceber o que está de errado e onde e começar a “curar” os EUA de dentro para fora e não tentar corrigir o mundo de forma a este se moldar ás incoerências norte americanas. Para o Bush talvez seja demasiado tarde, mas para os próximos quem sabe.
Será que os próprios americanos ainda não se aperceberam da sua própria degradação. Será que a divisão em estados os torna ainda mais fechados em relação ao restante mundo? Será que para eles acontecimentos internacionais são os externos ao seu estado? Será que são tão burros e desinteressados como por vezes se vê em entrevistas de rua ( em programas de TV norte americanos)?
A terra da oportunidade reflecte-se onde? Só se for na comunidade judaica que hoje constitui um poderoso lobbie. Porque para todos os que vivem em roulottes – o chamado white trash – ou para aqueles que se vem confinados a guetos, onde apenas convivem com a sua raça e arranjam conflitos e gangs que atacam os bairros vizinhos, ou para aqueles que são olhados de lado pela sua roupa tradicional ( ex: muçulmanos; africanos) ou mesmo para a nova classe social que prospera – os obesos – os EUA são a terra da falta de oportunidade, de desigualdade, de falta apoios e de compreensão.
Quando alguém parte para os EUA a pensar conquistar o sonho americano, pois adora o que vê no cinema e nas séries de TV tem de compreender 1º que aquilo que vê está manipulado e se observar-mos mais atentamente verificamos que muitos dos ídolos que admiramos no ecrã se recusam a viver em Hollywood ou mesmo nos EUA .
Se formos ainda mais longe, podemos-nos questionar quanto aos próprios ídolos e porque os consideramos assim. Pelo que lemos em revistas?? Mas se estas revistas também não são correctas, e a maioria das histórias são inventadas e manipuladas para agradar as massas.
Poderíamos ficar horas a analisar os EUA porque a conclusão seria sempre a mesma: Os EUA não são uma terra de oportunidade, são a terra da ilusão. Não são o lar dos bravos e a terra dos livres, são o lar dos incoerentes , mal informados e manipulados pelos média e propaganda politica e a terra dos livres desde que dentro do seu gueto e enquanto não houver por ai uma campanha publicitária ( ou um caso tipo Maddie) contra essa raça,ideologia ou religião.

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