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- dia mundial do livro.
Ao observarmos os casais mais idosos é o mais do que natural ver mulheres submissas aos seus maridos de décadas.
É usual vê-las caminhar a alguns passos de distância dos respectivos e sempre atrás ( e ainda criticam o povo muçulmano) e muitas vezes são criticadas e incitadas a qualquer tipo de acção com rispidez e violência.
Mas todas estas atitudes parecem normais numa geração mais antiga. Pode não ser compreensível ou aceitável, mas temos de admitir que faz parte da educação das época, onde o respeito pelo marido estava acima até da própria saúde mental e física da mulher ou mesmo da sua dignidade.
O que não considero aceitável é que em pleno século XXI encontre-mos este tipo de atitude em jovens de 20 anos ( mais ou menos)
Será problema do género feminino, alguma necessidade de anulação e vitimização??
Será que a mulher ainda é assim tão insegura ou medrosa face ao “ficar para tia” que se anule constantemente e ceda ou e deixe humilhar pelo macho dominante para ser socialmente aceite.
Será um problema tipicamente masculino, onde a virilidade só é comprovada com a humilhação da “cara metade”? Ainda haverá a necessidade de se afirmarem pela brutalidade e agressividade face ao elo mais fraco?!
Numa era em que a palavra Metrosexual se começa as usar diariamente, haverá necessidade de certos homens se distanciarem desta faceta mais sensível pela brutalidade, só para afirmarem o seu grau de elevada masculinidade??
Durante a adolescência quantas de nós não vimos ou mesmo sofremos todo o tipo de manipulação masculina. Chantagens emocionais do tipo “não vais para a cama comigo, acabamos tudo”.
Pessoalmente posso dizer que sempre fui criticada pelas minhas amigas, pelas minhas opiniões e posições frias e sem cedências nestas matérias. Sempre me recusei a trair –me a mim mesma e a cair em chantagens de criaturas inseguras e que inventavam mil e uma histórias para dar nas vistas no universo do macho adolescente.
Sim, admito…Era (e ainda sou ) fria nestas questões, mas também era o colo daquelas que tanto me criticavam, quando a coisa dava para o torto. Quantas vezes cederam a pressões e cometeram actos paras quais não estavam física e mentalmente preparadas, porque era assim que eles queriam e porque se todos faziam não podiam ser diferentes.
Como a diferença e o individualismo ainda assustam, mesmo os mais seguros de si!! È óbvio que vivemos em sociedade e temos nos integrar ….mas tudo tem limites.
Ou realmente o problema será a banalização das relações. O facto destas se tornarem tão fugazes que se não funcionar hoje , amanhã funciona ou não é com este é com outro!!
Ou ainda o conceito de nos reinventar-mos a cada passo, a cada relação falhada. Existe novamente a ideia de que se esta relação não funcionou, para a próxima vou mudar o meu estilo e ser mais afável, ou mais sexy ( novamente a perda de identidade) e já vai correr tudo bem melhor.
Continuo mesmo assim sem perceber o porquê das pessoas se anularem para serem aceites. Cedência não é sinónimo de anulação.
Caminha-mos para um mundo semelhante a todos aqueles que vimos nos filmes futuristas. Todos vestidos de igual e com faces idênticas, diferenciados pela cor de vestuário correspondente ao extracto social. Sem ideias próprias, com medo de exprimir-mos a nossa opinião pessoal e ser olhados de lado.
Atitudes que se revelam no nosso intimo acabam por se reflectir em todo o contexto circundante. Anula-mos as nossas vontades, as nossas ideias, o nosso corpo, a nossa postura tudo em prol de uma imposição societária do que é supostamente o mais correcto.
A palavra rebanho faz cada vez mais sentido, seja em que sentido for, seja o pastor a igreja, a politica, a TV e seus programas descerebrados,ou a educação opressiva e doente de algumas escolas ou conceitos familiares.
O futuro vai ser muito aborrecido. Será que ninguém percebe que é a diversidade de estilos e pensamentos e a sua interacção que injecta dinâmica na sociedade, no mundo ,na família, na vida conjugal, nas amizades.
Todos temos os nossos ídolos e almejamos um dia ter um terço do que eles têm, mas uma coisa é sonhar outra é viver num mundo de fantasia e ter medo de acordar para a cruel realidade que afinal não é senão apenas o mundo real.
Se passarmos á noite na zona de Santos é impossivel ignorar a quantidade de crianças que lá se encontram.
Em que planeta estamos?? Como se permite que crianças de 13 anos vagueiem pelas ruas á noite, completamente bêbados e sem qualquer controle.
Estatísticas Europeias dizem que os portugueses são o povo que menos tempo passa com os filhos e que não quer mesmo faze-lo.
O resultado está á vista. Crianças desgovernadas e sem qualquer capacidade de reconhecer o certo ou errado e que não sabem cuidar de si ( pois não é essa a sua competência).
Meninas quase nuas, que nem corpo tem para as roupas que usam na noite, como tentativa de atrair a atenção , mesmo que esta não substitua a que não recebem em casa.
Não quero parecer retrograda, mas isto não é atitude que se tenha com seres que ainda estão
Um dia mais tarde, dizem que a culpa é da TV, da música violenta ou das escolas. A culpa é sempre de outrem. É muito fácil atribuir as culpas, quando se falhou no lançamento dos alicerces de uma boa educação.
Um dos conceitos mais habituais nos dias de hoje é o de se ser um pai moderno, pois para mim este conceito esconde uma pessoa insegura, sem valores e sem capacidade de reger quer a própria vida como a vida do”rebento”. Pai moderno é apenas um sinónimo de pai fraco, que por influencia da sociedade e dos muitos livros de auto ajuda ou de apoio á educação existentes acha que o simples facto de dizer não vai traumatizar a criança e criar um serial killer.
Aquilo que estão a fazer realmente é a criar um pequeno ditador, que ao crescer se vai transformar num parasita da sociedade e um dia mais tarde um inútil e frustrado pois no mundo real as coisas não nos são entregues de bandeja mesmo ameaçando fazer birra.
Sim, podemos dar liberdade aos nossos filhos, mas temos de estar plenamente conscientes da idade dos mesmos e do grau de responsabilidade ( isto com base na educação firme e correcta que lhes damos) que este pode acarretar. Em caso de abuso, a criança deve estar consciente que em casa o espera uma reprimenda á medida da sua violação da confiança dos pais.
Acima de tudo deve haver respeito e consciência de quem é o pai lá em casa.
O melhor espelho da nossa sociedade, são definitivamente os transportes públicos.
Que melhor sitio haverá para observar as particularidades do povo português, e não só.
È só vê-los desfilar.
A pseudo tia de idade indefinida, com o inseparável mini-saco de uma qualquer loja de marca ( porque obviamente foi ás compras e só anda de autocarro Carris por …..excentricidade) , a aparência complementada com a bela unha de gel (50 Euros a sessão ) o óculo tipo mosca ( obviamente Channel ou Dior) e o infernal telemóvel ( que não é topo de gama mas foi o que se arranjou c símbolo D&G) que não para de tocar a música mais melosa da moda.
São os “mimosos” casais de idosos, onde o macho opressor caminha vários metros à frente da sua escrava particular oferecida pela santa Madre igreja. A mulher …submissa ( ou Não)típica do estado totalitarista da época da velha senhora correndo para acompanhar o seu dono e senhor , enquanto equilibra os vários sacos de compras e a carteira com os passes de ambos.
Temos ainda os grupos de adolescentes repletos de hormonas que os regem em tudo menos na educação. Também não se poderia esperar muito de uma geração de pequenos e mimados tiranos, criados por pais oprimidos e fechados nas suas vidas de lamentações, que tentam colmatar erros e ausências com a cedência a todo e qualquer capricho do seu “rebento”?!
Por fim temos o homem de meia idade, derrotado e acabado sabe-se lá porque circunstâncias da vida. Tipicamente Português, de cordão de Ouro, camisa aberta ea bela “unha mutante” no mindinho. O bafo a álcool é notório apesar de passar pouco do 12h.
No meio desta miscelânea, temos por fim a Recém-casada exausta. Nunca na vida tinha tido tantos afazeres… a casa, o marido, o emprego, o 2º emprego (pois a vida está muito difícil e é necessário esforço sobre-humano para pagar as contas ao fim do mês), interroga-se como muitos da sua idade para que se esforçou a tirar um curso superior quando a única saída profissional disponível são os callcenter e a trabalho temporário.
Paragem…..Bandos de inconformados reprimidos, estafados com o estado da nação que só piora, sem que ninguém se imponha.
Imposição, para quê?! Quem está bem, está. Quem não está…. Azar.
Não há homogeneidade de ideias ou sentimentos.
Não há interesse pelo outro. É a geração MP3, que vive isolada no seu mundo e que ao mínimo passo de proximidade com o mundo real, aumenta o volume do som e com ele a distância”higiénica de segurança”.
Criticam povos sul americanos , pelos golpes de estado e regimes totalitaristas, mas votam Salazar como o maior português de sempre. Criticam, mas no fundo sufocam o grito de medo ,impotência e inveja por não terem a mesma união e força de vontade para alterar a sua própria situação.