quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um dia de Chuva


Hoje ao acordar ouvi o som da chuva lá fora.
Para alguns este é um som deprimente e soturno , para mim é pacificador.
Tomei pequeno almoço na varanda e depois fiquei por ali mais umas horas. Sentada com o portátil no colo, vi o mundo começar a acordar e a ganhar o ritmo do dia a dia.
As pessoas stressam com a chuva porque não param pelo menos dois segundos para apreciar a beleza das ervas molhadas ou o caracteristico cheiro de terra molhada.

Não resisti, vesti algo bem confortável e e fui para o parque passear. Os patos nadavam pacíficos no lago, como se nada houvesse. Simplesmente apreciavam o que a mãe natureza lhes dá. Quantos vezes o homem faz o mesmo? Simplesmente fica sentado a apreciar e a agradecer tudo o que tem?
Começou a chover, mas nem dei por nada.
Tenho andado stressada e acelerada, chego ao fim do dia de rastos sem ter feito metade das coisas a que tinha em agenda. Ando necessitada de motivação e energia. A hora que passei no parque abriu-me mais uma vez os olhos.
Tudo o que procuramos esta dentro de nós, mas muitas vezes pensamos tanto nos outros e no que podem fazer ou pensar que esquecemos de ouvir as nossas próprias necessidades.
Passei uma hora comigo mesma ( algo assustador para muita gente) fiquei encharcada, congelada mas muito mais leve e feliz.
Não é á toa que os antigos diziam que a chuva purifica.
Agora, já no conforto da minha casa e de regresso á minha varanda, fumo um cigarro e aprecio o mundo lá fora com outros olhos. Enquanto vejo o fumo do cigarro a expandir-se no ar aprecio profundamente o calor que sinto, o conforto da minha casa, o conforto das minhas ideias a fluírem, a organizarem-se. Aprecio profundamente o som do telemóvel que toca e a voz de quem me chama do outro lado da linha.
A vida nem sempre é fácil e a felicidade são apenas picos esporádicos, mas devemos tirar pelo menos 2 segundos do nosso dia para fechar os olhos, respirar fundo, sentir o cheiro da terra e agradecer tudo o que temos.

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