segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ainda existem poetas




Finalmente a sós

Antes de teres aberto o bar
antes de teres mirado o rio
eu era alguém
ás costas de outro alguém
trouxeste mais contradições
trouxeste mais opiniões
e agora sou mais outro zé ninguém

finalmente só
finalmente a sós

quando eu já estava a sossegar
quando eu já estava a adormecer
vi-te dançar e a minha paz morreu
odeio a luz do teu olhar
quando não brilha só pra mim
pensei que fosses um brinquedo meu

finalmente só
finalmente a sós

Jorge Palma

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