A grande preocupação das últimas décadas tem sido acima de tudo a aparência e a busca do físico ideal. Seja por convicções pessoais ou pela tentativa fútil de atingir o esteriótipo imposto socialmente, não há um único ser humano que não se preocupe com a sua aparência, com possíveis dietas ou frequência no ginásio.
Mas tal como em tudo na vida há várias decisões importantes a tomar, como o tipo de dieta ou exercício a que se vai aderir e neste campo temos uma vasta panóplia de opções.
Aliás o mais aconselhado até seria efectuar uns cursos de reeducação alimentar, já que a obesidade é neste momento uma das doenças mais apontadas pela OMS, mas não se pode exigir muito mais da sociedade que temos, onde tudo tem de ser “naturalmente” perfeito.
Mas quanto a más escolhas alimentares e perigos de dietas relâmpago e distúrbios alimentares já muito foi dito e não vale a pena repetir.
O que verdadeiramente assusta são os ginásios. O negócio do século ( veja-se a polémica das taxas de Iva). Desde as yogas, aos programas BTS e hidroginástica, tudo o que prometa perda de quilos a mais ou celulite tem a sala cheia, mas o pior são as condições em que estas aulas são oferecidas e fornecidas.
Após alguns meses de descanso resolvi voltar a prática de exercício e procurei na minha nova área de residência um novo ginásio. Fiquei deprimida com o que vi. Pior ainda fiquei assustada com o que me deparei.
Locais em que a relação preço/ carga horária é absurdamente elevado e onde as condições de treino são negligenciadas.
Num dos locais onde me dirigi, inclusivamente a dona/ recepcionista/ co-treinadora / nutricionista fez o ar mais assustado do mundo ao ouvir-me relatar o meu curriculum de exercício durante toda a vida. O seu ar de espanto parecia indicar que nem a treinadora do local fazia tanto por dia … Não é admissível.
A própria treinadora de ar flácido imprime pouca energia á aula e não presta atenção as alunas, não corrige as péssimas posturas e todas as alunas sem excepção apresentam já sinais de futuras lesões.
Tudo isto me assusta porque alguém quando entra num ginásio e não tem qualquer antecedente de exercício, não observa este tipo de situação e não sabe ao que vai. Se não houver uma observação cuidada destes utilizadores não vai haver qualquer resultado, ou melhor vai haver um resultado… múltiplas lesões, desconforto e acima de tudo desilusão pela falta de resultados.
Deveria haver uma comissão para maior fiscalização destes locais, mais não seja pela instituição que dá a cara e forma os treinadores “especializados” que lá encontramos, porque como em muitas áreas de negócio também aqui imperam os franchisados.
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