Ontem questionei-me será que o Cardeal-patriarca bebeu antes de fazer as declarações que fez?
Não foi apenas infeliz nas declarações que fez referenciando o povo muçulmano como também o fez em relação á comunidade homossexual, com uma naturalidade e displicência que parecia indicar que estava completamente inconsciente dos temas da actualidade e da evolução da humanidade.
Todos sabem que a igreja católica nunca foi um exemplo de tolerância e pacifismo entre religiões e muito menos o será após a eleição do novo Papa, no entanto tudo tem limites, mais não seja o limite imposto pela diplomacia.
Tal como não ficou bem á líder de certo partido dizer que 6 meses de ditadura seriam o melhor remédio para o pais, também não fica bem revelar o nosso xenofobismo em público mesmo que seja esse o nosso sentimento. Todos temos direito ás nossas opiniões...mas o melhor é que algumas delas não sejam divulgadas em público principalmente quando se tem um cargo ou se é uma figura pública.
Nunca, durante os anos de papado de João Paulo II, se assistiu a tamanha falta de respeito para com outra religião ou povo. A conotação dada ontem pelo Cardeal-patriarca veio ofender não só os sentimentos de toda uma comunidade como também vem estimular ódios rácicos o que não me parece ser a missão da Igreja na terra ou mensagem que o Filho de Deus nos quis transmitir há alguns séculos atrás e que a Igreja Católica faz questão de bradar a toda a humanidade ser também a sua missão.
Outra opção que me ocorre é a possibilidade de o Cardeal-patriarca poder estar a ficar senil com a idade. Se assim não fosse não teria vindo um outro enviado da Igreja tentar minimizar os estragos e suavizar as declarações feitas.
Seja como for, esta é mais uma demonstração das falhas e incongruências daquela que se considera a maior religião do mundo ( como se houvesse algum concurso de popularidade de religiões). È mais uma demonstração pura de que não acompanharam a evolução da humanidade.
É nestes momentos que os agnósticos se sentem orgulhosos da sua opção religiosa, ou falta dela.
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